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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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PLACAS E CIRCUITOS ELETRÓNICOS QUE GANHAM UMA NOVA VIDA COMO INSETOS

Mäyjo, 06.02.17

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Os insetos eletrónicos de Julie Alice Chappell

 

LIXO ELETRÓNICO ILEGAL VALE €17.000 MILHÕES/ANO

Mäyjo, 24.07.15

Mais de 90% de todos os resíduos elétricos e eletrónicos produzidos anualmente no mundo, no valor de €17.000 milhões, foram comercializados ou descartados ilegalmente, de acordo com um novo relatório publicado pela UNEP (Programa Ambiental das Nações Unidas)

Todos os anos, a indústria da eletrónica de consumo gera mais de 41 milhões de toneladas de lixo eletrónico, dos computadores aos smartphones. O crescimento desta indústria levará este número para os 50 milhões de toneladas até 2017.

No entanto, entre 60 a 90% destes resíduos são comercializados ou descartados ilegalmente, de acordo como estudo Waste Crimes, Waste Risks: Gasps and Challenges in the Waste Sector. Segundo a Interpol, o valor de cada tonelada de lixo eletrónico vale perto de €450 – assim, o valor total do lixo eletrónico ilegal do setor chega aos €17.000 milhões.

“Estamos a passar por um tsunami de lixo eletrónico sem precedentes, que é responsável por uma grande porção dos resíduos não reciclados do mundo mas também põe em perigo a saúde e ambiente, através dos elementos perigosos que contém”, explicou o subsecretário de Estado das Nações Unidas e director geral da UNEP, Achim Steiner.

A solução para este problema, explica Steiner, passa pela “cooperação internacional” e “coerência legislativa”. Uma mudança nas leis e reforço da mudança de comportamentos dos cidadãos levará a uma situação win-win onde os elementos raros e caros são reciclados de forma segura e reutilizados, ajudando a economia, acabando com o crime e reduzindo os riscos de saúde para a população.

A Europa e América do Norte são os maiores produtores de lixo eletrónico, ainda que a Ásia esteja a juntar-se rapidamente a estes dois mercados. Por outro lado, África e Ásia são os destinos habituais destes resíduos, que são descartados ou reciclagem. Gana (na galeria) e Nigéria são os países que mais lixo eletrónico recebem, seguidos de perto pela Costa do Marfim e Congo. Na Ásia, China, Hong Kong, Paquistão, Índia, Bangladesh e Vietname são os recetores de lixo eletrónico.

 

SEIS RECOMENDAÇÕES PARA MELHORAR A GESTÃO DE RESÍDUOS ELETRÓNICOS

Para acabar com o descarte e comércio ilegal de lixo electrónico, os países devem:

1.Fortalecer a notoriedade, monitorização e informação sobre o tema, mapeando a escala, rotas e estado dos materiais perigosos

2.Fortalecer a caça à fraude e lavagem de dinheiro do sector dos resíduos

3.Fortalecer as leis nacionais e reforçar as capacidades das autoridades

4.Promover as medidas de prevenção e sinergias, facilitando o retorno adequado das transferências ilegais de resíduos, assumindo o carregador os custos

5.Proceder à avaliação de quantidade e qualidades de contentores abandonados, sobretudo na Ásia, e do descarte de produtos contaminados em todo o mundo

6.Melhorar os acordos globais e classificação dos resíduos

 

A pior lixeira eletrónica do mundolixo_a

PARA ONDE VAI O NOSSO LIXO ELETRÓNICO?

Mäyjo, 25.04.15

lixo_aA pior lixeira electrónica do mundo

 

LIXO ELECTRÓNICO ATINGE NOVO RECORDE EM 2014

Mäyjo, 22.04.15

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A quantidade de resíduos eléctricos e electrónicos que chegou às lixeiras em 2014 voltou a bater um novo recorde, com as maiores percentagens per capita a pertencer a países que advogam ser defensores do ambiente.

De acordo com um novo relatório, escreve o Discovery News, em 2014 foram enviadas para as lixeiras 41,8 milhões de toneladas de lixo electrónico – principalmente frigoríficos, máquinas de lavar e outros electrodomésticos em fim de vida. Este valor equivale a 1.150 milhões de camiões numa fila de 23.000 quilómetros, revela um estudo elaborado pela Universidade das Nações Unidas, o ramo educacional e de investigação da organização.

Ainda de acordo com o relatório, menos de um sexto de todo o lixo electrónico produzido foi devidamente reciclado. Em 2013, a totalidade de lixo electrónico ascendeu a 39,8 milhões de toneladas e, de acordo com a tendência crescente, o relatório indica que em 2018 podem ser atingidos os 50 milhões de toneladas.

No que concerne aos maiores produtores de lixo per capita, a Noruega lidera o pódio, com 28,4 quilos de lixo electrónico por habitante. Segue-se a Suíça (26,3 kg), Islândia (26,1 kg), Dinamarca (24 kg), Reino Unido (23,5 kg), Países Baixos (23,4 kg), Suécia (22,3 kg), França (22,2 kg) e os Estados Unidos (22,1 kg). A região do globo que menos lixo electrónico produziu foi África, com 1,7 quilos por pessoa.

Em termos de volume, a maior quantidade de lixo foi produzida pelos Estados Unidos e China, que juntos são responsáveis por 32% do total de lixo electrónico mundial. Em termos monetários, a reciclagem destes resíduos podia ter gerado cerca de 18,5 mil milhões de euros e 300 quilos de ouro – cerca de 11% da produção ouro mundial em 2013.

“A nível mundial, os resíduos electrónicos são uma ‘mina urbana’ valiosa e um potencial reservatório de materiais recicláveis”, afirmou o vice secretário-geral das Nações Unidas, David Malone, na apresentação do relatório.

Mas os 41,8 milhões de toneladas de lixo electrónico também equivalem a 2,2 milhões de toneladas que produtos perigosos, como o mercúrio, cádmio e crómio, bem como 4.400 toneladas de clorofluorcarbonetos – os gases responsáveis pela depleção da camada do ozono.

Foto: transmediale / Creative Commons

NOVA IORQUE: COLOCAR DISPOSITIVOS ELETRÓNICOS E ELETRODOMÉSTICOS NO LIXO VAI PASSAR A SER ILEGAL

Mäyjo, 01.02.15

Nova Iorque: colocar dispositivos electrónicos e electrodomésticos no lixo vai passar a ser ilegal

Nova Iorque quer reduzir o lixo electrónico e, como tal, a partir do início de 2015 passa a ser ilegal deitar electrodomésticos ou qualquer tipo de dispositivo electrónico no lixo comum.

Colocar estes objectos no lixo é o mesmo que dizer que o seu destino é acabar numa lixeira, onde, sob a acção do tempo, acabam por libertar produtos químicos nefastos para o ambiente, animais, plantas e humanos. Adicionalmente, muitas partes metálicas destes equipamentos podem ser recicladas, o que permite reduzir o impacto destes objectos no meio-ambiente.

A partir de Janeiro os nova-iorquinos vão ter várias opções de reciclagem destes equipamentos. Superfícies comerciais como a Staples ou a Best Buy vão ter pontos de recolha destes objectos. Vários produtores destes equipamentos vão passar a ter um serviço de recolha e grandes edifícios residenciais da cidade vão ter também acesso a um serviço de recolha gratuito, escreve o TreeHugger.

Caso os electrodomésticos e dispositivos electrónicos estejam apenas velhos podem ser doados ou vendidos através do serviço NYC Stuff Exchange.

Nova Iorque proíbe já a colocação de baterias recarregáveis no lixo e obriga a que todas as operadoras de telecomunicações recolham telemóveis em fim de vida para reciclagem. Em 2012, os Estados Unidos geraram mais lixo electrónico por habitante que qualquer outro país no mundo.

Foto: curtis palmer/ Creative Commons